sábado, 22 de maio de 2021

Vou aproveitar meu jardim

 Eu estou tão bipolar, acordando hoje otimista... esse sobe e desce de emoçoes deve estar sendo insuportável pros que estão ao meu redor, porque já está insuportável até pra mim....

... mas está tocando “Chão de giz” e tem um ranger de balanço que ecoa por toda a casa que faz o café que tomo agora ficar mais gostoso. Ah, o sol apareceu hoje e apenas o simples ato de pendurar os casacos me deixou mais feliz.

O sol anuncia as coisas que mais gosto e, bem, eles estão brincando no tapete e sei que me esperam pra dançar alguma música da gente.

Pensando nisso, não consigo parar de sorrir. 


sábado, 15 de maio de 2021

O amor é paciente, persistente, valente.

E a tudo enfrenta.


sábado, 27 de março de 2021

Mais um dia na pandemia

Uma página em branco, um sorriso no rosto, um dia de chuva.

Respiros...

São pequenos sorrisos mágicos, irradiados por um pequeno ser com menos de 2 anos.

Respiros...

Alguém que satisfaz teus pequenos desejos como se fossem grandes sonhos.

Suspiros...

...no meio do furacão. 







segunda-feira, 15 de março de 2021

Quando eu quase morri com 16 anos, achei que estava destinada a uma história trágica.

O tempo passou e as coisas que se desenhavam ao meu redor eram, por vezes difíceis, mas quase sempre superáveis e a maioria das vezes bem bonitas. Sempre me achei com mais sorte do que merecedora das coisas boas que aconteceram comigo e, uau, não paro de me surpreender quando o caminho é florido. É que esse frio na barriga, essa quase visita da morte que por muito pouco me deixou por aqui, me acompanha sem cansaço. Fresta os cantos escuros de minha mente e me faz aproveitar menos os dias de sol do que eu realmente gostaria. Um amigo viciado em signos me dizia que é essa minha ascendência escorpiana que me atrai pro que é profundo, misterioso e transcendental e embora eu visitasse e sonhasse com caminhos nebulosos, é o meu lado terreno e o bom signo de touro que me guia pelas estradas que eu trilhei e trilharei. Mais uma vez, conto com a minha sorte pra me salvar(?) de mim mesma ou daquilo que me sinto continuamente destinada. 

Veja (coloco na pessoa do singular pq duvido que muitas pessoas além de mim lerão esse texto), é que tenho tido madrugadas inteiras e insones pra pensar demais e permitir que esse tempo assombroso invada meus sentimentos de alegria. 

E apenas para me fazer entender pelos personagens que clareiam os meus dias, eu não quero mais e nem nada além do que possuo. Não, não, não. Vocês são a vida me sorrindo e me impedindo de cair. As plantas, a água, o ar, meu ar. Esse texto não nasce da falta, nasce do excesso. Excesso de vontade de renovação, de encerrar um ciclo frequente de sombras. Nasce da vontade de respirar tranquila o cheiro de grama, de acordar e dormir aguardando bons sonhos, de refletir os sorrisos que me brindam e de aceitar com serenidade os meus dias de sol.

domingo, 24 de janeiro de 2021

O primeiro desejo

Era um prédio enorme, cheio de andares e muitos blocos. A menina(?), com seus 13 anos quase feitos, sentava-se no batente, tentando retirar - sem jeito - o seu par de patins bem velho e muito usado. Assustou-se quando uma sombra se aproximou.

- Oi, posso te dá uma dica?

Ela olhou pra cima e viu, meio tonta e envergonhada, que na frente dela se encontrava um menino(?) de uns 16 anos que nunca tinha visto antes, meio loiro, bem bonito, com um sorriso ao mesmo tempo confiante e gentil. Ela ajeitou como podia a forma em que estava sentada e disse com insegurança um sim quase inaudível. Ele se abaixou e ficou na altura dela.

- Primeiro, você precisa de um par novo - falou sorrindo e ela sorriu também - Segundo, acho que você deveria tentar descalçar eles em pé. A gravidade pode ajudar. E pode segurar em mim pra não cair enquanto faz isso. 

-Quem é você? - ela reuniu coragem pra dizer.

- Henrique - ele sempre sorria quando terminava uma frase - Me mudei faz pouco tempo pro bloco C. Eu, minha mãe e meus três irmãos. Já já você deve conhecer eles. Também estão explorando as redondezas. E você?

- Carla - falou enquanto se apoiava nele, bastante tímida e tentava retirar um dos patins do pé, sem sucesso - Acho que vou subir e tentar cortar eles, Henrique. Não parece que vão sair de outra forma.

- Então deixa eu tentar te ajudar de outra forma. Senta de novo que eu puxo.

-Não, não precisa - ela já estava mortificada e só queria se esconder. Sabia que aquele menino(?) era interessante demais pra que a primeira conversa deles fosse daquele jeito.

-Vamos tentar antes de você "assassiná-los"? Você poderia querer doar eles pra alguém depois.

Com aquele argumento, Henrique deixou a menina sem ter o que falar de volta e pareceu muito mais maduro do que aparentava. Ela falou um "ok" e sentou no batente, mais impressionada do que envergonhada dessa vez.

Ele se abaixou, ficou de novo na altura dela e olhou pro par de patins com determinação. Enquanto a ajudava a esticar a perna e segurava a bota, olhou pra ela. Dessa vez não disse nada e nem sorriu. 


segunda-feira, 4 de janeiro de 2021

Mas se nunca se queimou: arda.

O seguinte, com o tempo cada vez menor: 

Olhando pra tudo, vejo que há uma emoção surpreendente no sossego. Uma brisa morna, um arrepio quentinho na espinha, um calor que apenas abrasa. Se for pra imaginar, digo que é daqueles momentos em que se está deitada, deixado o sol bater... mas não queimar. 

Intruso

Mais um rápido porque o tempo me permitiu essa licença.

Não, não estou bem e nem estou mal. Estou apenas apaixonada e isso sempre me incomodou.

O que me tira de mim e não me deixa seguir tranquilamente em tédio, traz momentos de reflexão agoniante sobre coisas sem lógica como o amor. E ´tá bom de amor.