segunda-feira, 31 de março de 2008

Um brejeiro

Mone tinha o costume de acordar-se lá pelas 12 da madrugada e ir, direto, encontrar-se com o céu.
Era um tal de se levantar da cama e dar três passos até colar o corpo na janela e se debruçar procurando a lua.
A janela era pequena e era como se, aqui debaixo, brechasse todo aquele brincar de brilhar das estrelas e toda aquela movimentação que só quem nota é quem muito para pra observar.
Deixava os olhos viajar pelo espaço e largava a imaginação até o infinito. Era estrela, era lua, era cometa, era planeta, era dragao de São Jorge, era a fada da estrela cadente ou qualquer coisa que significasse Mone voando no céu e largando o sorriso pelo espaço.

E, assim ela ia, entrando pela noite e pela madrugada, até q o dia pintasse de branco o escuro da noite, apagando estrela, lua, planeta, sonho, dragão, fada e toda a brincadeira da noite, toda a diversão de Mone.

Vinha o céu do dia e durante o dia mal tinha tempo de olhar pro céu.
Mas cada dia traz uma noite ou cada noite traz um dia. E assim Mone ia: esperando a noite e vivendo o dia.

Um comentário:

Simone disse...

n podia deixar de comentar justo nesse "conto" especial p mim.
amei. achei simplesmente lindo.
tu é linda!!!
:***