quinta-feira, 22 de novembro de 2007

Explodir

Havia algo de fogo, algo de dança, qualquer encanto que nao se traduzia, nao se fazia ou criava. Havia algo de mágica, de alegria, de encanto. De boca que devorava, corpo que tremia, sol que brilhava.

Tinha um toque certo, temperado, quente. Agradando, querendo, amando, sentindo cada parte do todo.
Se é que se pode abraçar o universo, assim era feito: forte, tranquilo, tocante, amante, em paz.

Braços dados, mãos apertadas, corpos unidos, um em dois, em mil, um só.
Agarrando o mundo, chamando, pedindo, chegando mais perto dele, puxando o universo, o infinito.
Se deixando levar, ir, puxar pra perto, colar o corpo no céu, explodir, se deitar em nuvens e despencar lentamente, em solo macio, terreno, quente.

Deitar a cabeça, abraçar, sentir-se aquecida.
Jogar um beijo, fechar os olhos, respirar fundo e enfim, deixar-se ficar, depois de ir.

4 comentários:

Daniel Nunes disse...

esse povo apaixonado é fogo!!!

=)

fez lembrar o meu amor, "um só".

tiago, eu fui o primeiro!!!

=)

Tiago Soares disse...

eu cheguei a muito tempo daniel, antes mesmo de tu nascer.

:)

amooooo

;******************8

António disse...

É sempre fria a partida. A porta marca a fronteira, traça o universo em dois. Para além habita o frio gélido da solidão, aquém o calor tranquilo da luxúria. Quis respirar fundo e deixar-me ficar. Momentos. O dia, porém, nasce eternamente, implacável. Perdi-me na noite, encontrei-me nessa manhã. A luz bate-me nos olhos. Acordo. Sinto o tempo que passou, uma noite, horas apenas, mas estou diferente. Olho para a porta divide os mundos. Para além o afável frio da solidão, aquém o calor insuportável da pertença. A magia de ontem, a alegria da partilha, o encanto dos afectos, os corpos abraçados noite inteira tornaram quente o ar. Abafado e húmido, a cada minuto mais irrespirável. Só eu estou acordado…ela ainda dorme. Não sente, porventura, o ambiente pesado, este ar sufocante que me amarra a ela e me leva para bem longe de mim. Perdido e quente, demasiado perdido, demasiado quente. Quero o frio gélido da solidão, reencontrar-me, bastar-me. Aproximo-me da porta que marca a fronteira. Para além estou eu, aquém o outro. Escolho-me a mim? basto-me? Será frio? Talvez. Abro a porta. Não me magoo mais. É sempre fria a partida.

P. disse...

mto massa quando as emoções se estendem e voam até um canto, onde outros a recebam como inspiração pra um novo texto =)

valeu pelo e mail, antonio!
belo texto =)